quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Obrigado pelo Presente!!!


A mais pura verdade me tocou hoje sem a menor premonição. Mentira, já deveria estar esperando porque vinha pensando nesse assunto nos últimos dias, então o fato de ter recibo essas idéias não foi algo inusitado, atraímos o que queremos. Quando se está refletindo sobre algo, inevitavelmente você o vê se repetindo inúmeras vezes ao ser redor.
Bom, foi assim então.
Estava estudando as teorias sobre a razão humana e eis que de repente recebo um texto enviado pelo meu irmão, de sua autoria, sobre filosofia de vida, conselhos e forma de pensar. E então a mais pura verdade me tocou quando vi a frase que reluzia como que tivesse sido escrita em letras douradas: “... para ler não precisa saber escrever, mas para conseguir escrever é preciso ler.” Parece banal e lógico, mas não é. Nem todos que estão lendo já refletiram sobre isso, eu mesmo nunca havia refletido profundamente antes de ter lido. E essa frase, escrita de maneira simples e direta me apontou para tal. Navegando por mares de idéias trazidos por seu texto percebi que as pessoas têm diferentes motivos, difíceis de compreender. Mas são seus motivos. Não adianta, não são nossos. Cada um faz de si e para si o que bem entender. Muitas não querem e ponto. Outras só querem ler e outras nem sabem sobre o que estou falando. Tentar entender os motivos não vale o esforço, somos seres individuais e por tanto individualmente incapazes nas mais diversas peculiaridades. As vezes somos frutos do meio. Somos tomados, inevitavelmente, por emoções e sentimentos complexos e indecifráveis, que moldam nosso estado de espírito e consequentemente nossas ações. Tentar nos desprender do que sentimos é vão. Fomos feitos dessa forma. É o mesmo que tentar nadar contra a correnteza. Cansa e morre afogado. O sábio, esses são poucos, permite que a correnteza o leve e tira proveito dessa força para chegar ao destino pretendido. O problema maior é que o sentimento é uma correnteza invisível que muda de direção a todo o momento e se comporta como maremoto, nos sacudindo de todos os lados. Ler e escrever requerem um estado de espírito quase sublime, ou ao menos, um barco seguro. Ou seja, é tarefa para poucos.
Meu irmão é um sábio. E foi ao dizer também nesse texto: “... lembre-se que o papel ainda funciona...”. Realmente, é muito mais fácil escrever no papel! Foi assim que fiz. Acho que assim vou escrever os próximos também, mesmo que atormentado por um mar de emoções.
Obrigado pelo presente meu amigo, não há outra forma de presentear que me agrade mais do que essa!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre a Razão

Um animal deseja existir, bem-estar, vida e procriação; tão simples quanto seu querer serão seus motivos, e consequentemente simples deve ser sua capacidade representativa – seu intelecto. Quanto mais complexo se torna o animal, maior deve ser a capacidade do intelecto que a vontade lhe conferiu, pois seu caráter (ou idéia) é mais complexo e, para satisfazê-lo, mais caminhos (motivos) lhe devem ser ofertados. O homem é o fenômeno mais complexo da vontade correspondente ao seu mais alto grau de objetivação. A vontade, então, dota-o com a maior capacidade representativa, com o intelecto mais desenvolvido. Por isso o homem tem uma razão: sendo seu querer mais complexo, ele precisa de mais motivos à sua disposição – o que justamente, a razão pode oferecer ao homem por meio de representações abstratas (conceitos). O intelecto, assim acompanha as necessidades do organismo impostas pelo grau de objetivação da vontade que se manifesta neles: há, desse modo, um aumento da capacidade do intelecto que vai dos animais inferiores ao homem e, neste, do cretino ao gênio.
Percebe-se por que o gênio consegue um conhecimento que não está a serviço da vontade: ele suspende o princípio de razão e, assim, não está à mercê de motivos – ele anula sua individualidade, seu querer, uma vez que este se manifesta através de motivos. Ele é sujeito puro do conhecer, sem-vontades, o além homem.

domingo, 7 de setembro de 2008

Fazer o Impossível


Quando proferida alto, a palavra “IMPOSSÍVEL” é de efeito devastador no inconsciente. O pensamento se encolhe. As portas batem, se fecham. A busca cessa. A vontade maior é simplesmente abalada. Os projetos são abandonados. Os sonhos deixados de lado.
Seus mais brilhantes e melhores neurônios mergulham de ponta-cabeça, calam a boca, se ocultam, esfriam e se voltam para algum canto subterrâneo, escuro e seguro da mente. Mediante esta manobra defensiva, o cérebro se agasalha contra o doloroso ferrão dos insultantes desapontamentos, das brutais e embaraçosas rejeições, das esperanças perdidas. Mas eu vos digo:

“Impossível é apenas uma grande palavra, usada por muita gente fraca que prefere viver no mundo onde está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo.
Impossível não é um fato. É uma opinião.
Impossível não é uma declaração. É um desafio.
Impossível é hipotético.
O impossível é temporário.
O impossível é nada”

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Vida e Morte

Morte celular

É difícil de acreditar, mas os organismos vivos não estão em equilíbrio com o meio. Somente a morte e a decomposição restabelecem o equilíbrio.
Durante o nosso crescimento e desenvolvimento a energia dos alimentos é empregada na construção de moléculas complexas e na concentração de íons e substâncias no interior de nossas células. Essas substâncias complexas não estão disponibilizadas em abundância na natureza. Obte-las e armazena-las é tarefa difícil e dispendiosa. E além disso, é necessário que nós matemos alguma forma viva. Não fazemos fotossíntese!
Quando o organismo morre, ele perde a capacidade de obter energia a partir dos alimentos. Sem energia no interior das células, elas não podem mais manter gradientes de concentração e, assim, os íons e substâncias retornam ao ambiente.
Viver é lutar contra o retorno, tentamos com todas as forças reter em nós algo que não nos pertence. Tomar emprestado foi concedido pela natureza e, mais cedo ou mais tarde, teremos que devolver.
Morrer é então restabeler o equilíbrio. É devolver uma concessão temporária. Permitindo que outro organismo nasça e desequilibre, e morra mais uma vez para voltar a equilibrar.
Logo, é fácil entender porque morremos.
Morremos para outro poder viver!
Não somos fim, somos apenas meio!

O Site

Tive a ideia de criar o site quando fui monitor da matéria na faculdade de medicina em 2003.
Achei que seria interessante para os alunos terem acesso as informações das aulas quando a biblioteca estivesse fechada, no final de semana ou para simplesmente terem mais uma fonte de consulta com novas imagens e um texto mais amigável.
Posso falar que não foi tarefa fácil. Durante a elaboração do site ainda era aluno de medicina, o que requeria de mim dedicação total e ainda dar aulas como monitor, plantões e outras inúmeras tarefas acadêmicas. Mas consegui. O Site esta Online!!!
No começo, claro, o site Anatomiaonline.com não era como hoje. Ele foi crescendo e sendo aprimorado. As imagens em 3D foram incorporadas gradualmente, a página de fotos ampliada e assim por diante. Hoje ele é um dos maiores da Internet brasileira, o que me faz orgulhoso e com vontade de estar sempre melhorando.
Espero que você tenha gostado do site, tenha aprendido algum conceito novo e se entusiasmado pela matéria. Visite com frequência, o site e o blog, eles estarão sempre sendo atualizados. O blog trará novidades além da Anatomia.
Um abraço!!
Espero o seu email!
www.anatomiaonline.com